Dia Nacional de Controle ao Colesterol. Como controlá-lo e se manter saudável?

08/08/2013-  Dia Nacional de Controle ao Colesterol. Como controlá-lo e se manter saudável?

07/08/2013

Dia 8 de agosto o Dia Nacional de Controle do Colesterol completa 10 anos. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre as doenças decorrentes da elevada taxa de colesterol no sangue, formas de prevenção e tratamento. Desde 2003, quando a data foi instituída, foram criadas diversas opções para substituição de alimentos industrializados com o objetivo de oferecer ao consumidor produtos mais saudáveis.

A principal característica das doenças cardiovasculares é o acúmulo de placas de gordura nas artérias ao longo dos anos, o que impede a passagem do sangue. Por isso, reduzir a gordura ingerida regularmente é uma atitude importante de prevenção, que deve ser combinada com a adoção de práticas saudáveis de alimentação e exercícios físicos.

Aprenda a controlar o colesterol desde cedo

Jovens que cultivam hábitos saudáveis e controlam as taxas de colesterol e triglicérides desde cedo já estão se prevenindo de doenças cardiovasculares no futuro. Pesquisa publicada no jornal da American Heart Association (Circulation) revela que dois terços da população dos Estados Unidos desconhecem que os fatores de risco de infarto e derrame (AVC) podem surgir bem antes da fase adulta.

Clélia Machado, biomédica do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, diz que mesmo quem apresenta taxas consideradas normais (colesterol total menor de 200 e triglicérides abaixo de 150) não está livre de complicações futuras. Tudo depende de um conjunto de fatores que leva em conta, por exemplo, se o paciente é fumante, se tem pressão alta, diabetes, histórico familiar e doenças ateroscleróticas.

“A partir dos 20 anos de idade, é importante procurar um médico de confiança e realizar as dosagens de colesterol e triglicérides periodicamente. O paciente deve fazer jejum de 12 horas antes de se submeter ao exame de sangue, evitando interferência nos resultados obtidos. Diante de qualquer alteração, é necessário repetir a análise mais frequentemente e buscar orientação médica para iniciar um tratamento apropriado”, diz Clélia.

O consumo exagerado de alimentos ricos em colesterol, como carnes gordas, leite integral, queijos amarelos, bacon, manteiga e banha, por exemplo, pode elevar os níveis de colesterol. Ao mesmo tempo, o excesso de álcool e o consumo de carboidratos e açúcar em grandes quantidades também podem fazer os níveis de triglicérides subir.

Na opinião da biomédica, para manter a saúde em dia é interessante optar por alimentos com menos gordura, incluindo carnes magras. Além disso, é recomendável que se retire a gordura visível da carne, frango e peixe antes de cozinhar, evitando fritar os alimentos. “Grelhar, assar, cozinhar ou refogar é sempre melhor do que fritar. Com relação ao leite e seus derivados, prefira os desnatados e reduza o uso de maionese, margarina, manteiga, molhos cremosos e temperos oleosos. É fundamental, também, incluir muitas frutas e vegetais frescos no cardápio diário e encontrar uma forma prazerosa de combater o sedentarismo”.

Entenda como o histórico familiar influencia o risco de doenças cardiovasculares

Não há como apagar o histórico familiar. Esse é um dos poucos fatores de risco para doenças cardiovasculares que não pode ser eliminado com hábitos saudáveis e outras medidas preventivas. Se algum parente for vítima de infarto ou de acidente vascular cerebral (AVC), é importante informar isso ao seu médico.

“Com base em estudos internacionais, existem métodos para mensurar o quanto um evento cardiovascular na família pode influenciar no risco da pessoa também passar por isso”, explica o Dr. Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do HCor – Hospital do Coração.

A idade em que o parente sofreu um infarto agudo do miocárdio, por exemplo, é um dos referenciais para definir o risco que esse histórico familiar representa. Veja relação abaixo:

1) Se for um dos pais e ele tiver mais de 50 anos, o risco relativo* é de 66%;

2) Se for um dos pais e ele tiver menos de 50 anos, o risco relativo é de 121%;

3) Ambos os pais e eles tiverem mais de 50 anos, o risco relativo é de 148%;

4) Ambos os pais e um deles tiver menos de 50 anos, o risco relativo é de 226%;

*Risco relativo é o risco atribuído a um fator, de forma isolada. Já o risco total é a somatória de todos os fatores de risco.

As doenças cardiovasculares são responsáveis atualmente por 29,4% de todas as mortes registradas no país por ano, segundo o Ministério da Saúde, (clique aqui). Isso significa que 308 mil pessoas morrem anualmente de infarto ou AVC. Cerca de 60% são homens.

A aterosclerose é a principal característica das doenças cardiovasculares. Trata-se do acúmulo de placas de gordura nas artérias, que impede a passagem do sangue, impedindo que uma determinada região receba oxigênio. Isso é suficiente para gerar um colapso no local. O risco desse processo acontecer está relacionado a diversos fatores, sendo que 90% deles pode ser evitado ou eliminado.

“Obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e consumo excessivo de bebidas alcoólicas são alguns dos principais fatores de risco cardiovascular e todos eles podem ser eliminados, principalmente com exercícios regulares e dieta adequada”, esclarece o Dr. Pavanello.

Contudo, não há como eliminar o histórico familiar. Esse fator de risco serve como alerta para o médico readequar suas orientações ao paciente, como tornar alguns exames mais frequentes e, em alguns casos, realizar exames mais precisos, capazes de identificar alterações em estágios iniciais.

Adesão ao tratamento contra o colesterol ainda é baixa

A hipercolesteroliemia – presença de altas taxas de colesterol, clique aqui – chega sorrateiramente à vida de milhares de pessoas e é um dos principais responsáveis pelas doenças cardiovasculares, que respondem por 56% das mortes em todo o mundo, segundo estudos publicados no Monica Project, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa mostra que mais de 50% das pessoas entre 35 e 64 anos convivem com níveis de colesterol além do limite clínico aceitável. Desse grupo, mais de 15% estão com níveis 10% acima desse limite.

Um levantamento da ePharma levou em consideração os padrões do estudo da OMS para um grupo de mais de 650 mil pessoas no país. Segundo Pedro Oliveira, diretor médico da empresa, uma análise utilizando os mesmos padrões mostra que ainda é baixa a adesão ao tratamento de altas taxas de colesterol no país. Desse grupo, 57% (370,5 mil pesquisados) estão na faixa de idade do estudo da OMS, ou seja, têm entre 35 e 64 anos. Desses 370,5 mil, 23%, ou 85,2 mil pessoas, estão com colesterol acima do limite clínico e compõem a lista dos que precisam tomar medicamento regularmente. No entanto, apenas 4,3% deles, ou 3,66 mil, utilizam algum medicamento específico para combater a doença. “Temos quase 20% dessa população na faixa de 35 a 64 anos que não estão tomando qualquer medicamento”, aponta Oliveira.

Um dos fatores para os altos índices de mortalidade está diretamente relacionado ao abandono do tratamento da doença e à falta de mudanças de hábitos, principalmente alimentares. “Muitos pacientes recebem o resultado das análises clínicas e levam a receita do médico, mas como não sentem nenhum sintoma acabam abandonando o tratamento até a doença evoluir para um estágio irreversível”, explica Oliveira. Outro fator é o custo do medicamento, que interfere diretamente nas finanças das famílias. No Brasil, o custo médio anual do tratamento contra o colesterol gira em torno de R$ 1.800,00.

Oliveira aponta que já existem soluções para reduzir gastos com medicamentos e garantir o tratamento adequado aos pacientes. “Um Programa de Benefício em Medicamentos (PBM) vai permitir que o paciente compre remédios mais baratos e ainda possa ser acompanhado por especialistas”, esclarece. Ainda pouco conhecido no país, o programa garante que as empresas ofereçam aos seus funcionários subsídios em medicamentos, reduzindo as possibilidades de agravamento das doenças.

Fonte: http://sentirbem.uol.com.br/index.php?modulo=novidades&id=828&tipo

 

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